Tudo sobre CRI’s e CRA’s!

Tudo sobre CRI’s e CRA’s!

Autor: Giulia S. Tolusso | Data: 07/07/2020

Já pensou em investir em renda fixa com uma rentabilidade líquida de imposto de renda e maior do que os títulos do tesouro?

Conheça os CRI’s e CRA’s, famosos certificados de recebíveis e confira como investir em cada um deles!

O que é CRI/CRA?

Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI) e Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) são investimentos de renda fixa, possuem uma rentabilidade maior que títulos públicos e são emitidos por empresas privadas, as securitizadoras. A securitização é a transformação de recebíveis de uma empresa (parcelas que serão pagas a prazo, por exemplo) em papéis que podem ser comprados por investidores. Assim, a empresa consegue antecipar seus recebíveis através da securitizadora, e essa, por sua vez, capta recursos dos investidores por meio dos títulos. A diferença entre os CRI’s e os CRA’s é a origem dos recebíveis, ou seja, nos CRI’s o lastro é ligado ao setor imobiliário e nos CRA’s é ligado ao agronegócio.

Como funciona o CRI/CRA?

Na prática, os investidores compram os papéis e, em troca, recebem juros. Antes de investir, é necessário considerar alguns pontos como:

  • Remuneração
  • Riscos
  • Liquidez
  • Taxas e Impostos

Em relação à remuneração existem três tipos: a remuneração prefixada, a pós-fixada e a atrelada à inflação. Na prefixada o investidor já sabe o quanto vai ganhar no momento da compra e é possível calcular o resgate na data de vencimento. Na pós-fixada o investidor já sabe o indicador atrelado ao papel, seja o CDI ou a taxa SELIC por exemplo, mas o retorno varia através do desempenho do índice, se ele subir ou descer, a rentabilidade irá acompanhá-lo. Por último, na remuneração atrelada à inflação os papéis possuem uma taxa prefixada e uma taxa variável que corresponde à variação da inflação acompanhando o IPCA ou o IGP-M.

Os riscos desses papéis são atrelados às empresas ou indivíduos que tomaram esse financiamento imobiliário ou ligado ao agronegócio. A empresa securitizadora emite apenas os papéis, não cabe a ela pagar o investidor. Ou seja, o lado positivo é que se a securitizadora tiver problemas de fluxo de caixa o investidor não é afetado. Em contrapartida, o ponto negativo é que esses produtos não são garantidos pelo FGC (Fundo Garantidor de Crédito). Já as LCI’s, LCA’s e CDB’s, por exemplo, são todas cobertas pelo FGC até 250 mil reais.

A liquidez é um fator que deve ser considerado antes do investimento, dado que os CRI’s e CRA’s são considerados produtos de longo prazo e para receber a rentabilidade esperada é necessário manter o papel até seu vencimento. Caso queira resgatar o dinheiro antes do prazo acordado, é preciso recorrer ao mercado secundário, o Bovespa Fix, onde estão os papéis de renda fixa. Mesmo nesse mercado a liquidez é baixa, então esse é um ponto fundamental a ser analisado.

Por fim, outro fator que é imprescindível são as taxas e tributações. Esse é um dos atrativos desse tipo de produto, pois CRI’s e CRA’s são isentos do Imposto de Renda (IR) e do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Além disso, geralmente não há cobrança de nenhum tipo de taxa de administração, corretagem ou custódia.

Como investir nos CRI’s e CRA’s?

Primeiramente, você precisa abrir conta em uma corretora e verificar se ela está participando como distribuidora desses papéis. É sempre importante analisar o prospecto, um documento com todas as informações sobre o papel, rentabilidade prometida, prazos, condições, recebíveis que estão inclusos, entre outros detalhes.

Quando você decidir investir em um determinado CRI ou CRA, é necessário solicitar a reserva com o número pretendido de compra de papéis, já que alguns produtos possuem valor mínimo de investimento. Esse momento é chamado de período de reserva, e quando se encerra, o preço final dos produtos é divulgado em conjunto com o número de papéis que cada investidor conseguiu adquirir.

Além das ofertas públicas, é possível adquirir os produtos através do mercado secundário também. É só transferir o valor determinado para sua corretora e executar a ordem.

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